Sempre que encontro um Blog interessante, vou aos arquivos e olho a primeira postagem que foi feita. Geralmente é nela que deixamos a nossa expectativa, o nosso desejo de compartilhar palavras e experiências. É nela que apresentamos o nosso motivo de estar nesse espaço. Muitos começam escrevendo para afogar mágoas, outros para divulgar seus escritos entre tantos outros existentes. É muito interessante perceber as mudanças de perspectivas entre o ontem e o hoje assim como a evolução dos acontecimentos e, consequentemente, das pessoas.
Quando criei esse espaço, não quis fazer nenhum tipo de apresentação, nem minha e nem do Blog. Achei que isso deveria ser construído aos poucos e, com o tempo, o Blog teria a sua identidade. O meu primeiro post fala do início de uma 'Contagem Regressiva' para a realização de um sonho - que está continuamente em andamento nesses meses. E com os seus altos e baixos, alegrias e tristezas, vou me alimentando e seguindo em frente. A estrada é longa, mas os primeiros passos já foram dados. Vamos aguardar os próximos dias.
Posso dizer hoje que, pelo menos para mim, o Blog já possui uma identidade. Ele é pessoal, mostra um pouco da sensibilidade que possuo e que muitas vezes precisa ser camuflada em palavras fortes e atitudes ácidas do outro lado da tela. Pura proteção. Ele também não pretende ser recordista em visitas, comentários ou visualizações; não tem fins literários; não visa lucro e muito menos gerar polêmicas e prejudicar qualquer um que aqui também esteja procurando o seu espaço ou manifestando as suas opiniões. Gentileza e delicadeza na comunicação é algo que considero primordial
Ao ouvir uma belíssima interpretação, feita pelo Ney Matogrosso, da música ‘Retrato em Branco e Preto’, comecei a refletir sobre o ato de guardar memórias, fotografias, cartas, poemas. São tantas coisas que constroem e desconstroem o nosso caminho e destas sempre nos restam apenas lembranças. A relação com o blog também é assim. Os retratos são os momentos felizes ou não tão felizes assim e o preto e branco reflete a simplicidade de cada dia. Guardar recordações também é uma forma de maltratar o coração com a saudade, uma saudade boa do que foi e do que virá.
Quanto ao meu nome, que diferença faz ser Maria ou Mariana? As palavras são as mesmas. Os sentimentos também. Mais uma vez, pura proteção. Se não assino aqui com o meu nome verdadeiro é porque reconheço que a internet, como todos sabem, é uma zona de litígio e exposição é algo bastante perigoso nos dias de hoje. Eu realmente optei por utilizar um nome estranho e fictício que despertasse o ‘pré – conceito’ de qualquer um, justamente para ver até onde as pessoas são capazes de chegar com os seus julgamentos.
Gostaria de agradecer a todos que por acaso estiveram aqui e, de certa forma, me dedicaram alguns segundos do seu dia e a todos que são bem maiores que o preconceito com relação a um nome ou a não existência dele. Obrigada também pela gentileza e pelo carinho que sempre recebo.
Muito obrigada.
